sexta-feira, 23 de junho de 2017

Apophanous – Obliteration Has Come (2016) (EP)


Apophanous – Obliteration Has Come (2016) (EP)
(Independente - Nacional)


01. Origins Of Violence
02. Bright Evil Eyes
03. Like An Angel
04. Death Drive

Apesar do Thrash Metal ser um estilo bem cotado entre as bandas brasileiras, a maior parte delas opta por adotar aquela sonoridade mais tradicional, com suas raízes bem fincadas ou na cena da Bay Area, ou na cena alemã. Algumas outras poucas, seguem uma escola mais brasileira, tendo o Sepultura como referência. Mas mesmo meio a um panorama mais conservador, existem novos nomes que optam por se enveredar por caminhos mais “modernos”. E esse é o caso do Apophanous.

O Apophanous ainda está dando seus primeiros passos, tendo surgido em São Paulo no ano de 2015. Adotando como sonoridade o que chamamos de Progressive Thrash Metal, podemos citar como referências bandas como Machine Head, Pantera, Lamb Of God, Chimaira e afins, executando assim um som com pegada mais moderna, técnico, muito bem trabalhado, mas sem abrir mão do peso e da agressividade em momento algum. Mudanças de tempo ocorrem em diversos momentos, evitando que as canções se tornem repetitivas e cansativas, além de possuírem melodias interessantes. Mas repito, a agressividade está presente em cada nota aqui, já que não abrem mão da mesma de forma alguma.

Chama a atenção o fato de que, apesar do pouco tempo de estrada, já apresentam uma coesão absurda, e muito disso vem do fato de já se tratarem de músicos com certa rodagem no underground. O vocalista Vitor Alcantara já passou pelo Encanto Blasfemo e pelo Divine Holocaust, sendo que nessa última tocou junto com o baterista Fábio Trevisan. O guitarrista Tiago Lima passou pelo Cimeries e pelo Everhate e o baixista Álvaro Albuq, pelo Stultifera. Exatamente por toda essa bagagem, conseguem dar uma cara própria à sua música, mesmo que as referências fiquem bem evidentes. Os vocais são agressivos e variados, a guitarra despeja bons riffs e solos melodiosos e a parte rítmica mostra competência, precisão e técnica.


São apenas 4 faixas, mas todas com um nível muito bom de qualidade. A abertura se dá com “Origins Of Violence”, bem variada, alternando muito bem partes mais cadenciadas com outras um pouco mais rápidas e ótimo desempenho da dupla formada por Álvaro Albuq e Fábio Trevisan. “Bright Evil Eyes” segue essa mesma linha, variando bem seu andamento e, além de ótimos riffs, possui um belíssimo solo. Já “Like An Angel” soa mais crua e enérgica, com uma melodia bem agradável e um bom refrão, enquanto “Death Drive” tem uma dose um pouco maior de rispidez, ótimos riffs, além de ser outra que se destaca pelo ótimo solo.

Gravado, mixado e masterizado no I.M.F (Santo André/SP) por Titio Falaschi, o resultado final em termos de produção é muito bom, soando clara, mas sem aquela coisa asséptica e fria que escutamos por ai. Soa pesada, orgânica, viva. Já a capa foi obra de Bruno Guia. A se lamentar, apenas o fato de Obliteration Has Come não ter saído em formato físico. Mas o mesmo pode ser encontrado em formato digital no YouTube, Bandcamp, Spotify, iTunes e demais plataformas digitais conhecidas. Mostrando um potencial de crescimento muito grande, o Apophanous se credencia desde já a, no futuro, estar entre os grandes nomes do nosso cenário.

NOTA: 8,0

Apophanous é:
- Vitor Alcantara (vocal);
- Tiago Lima (guitarra);
- Álvaro Albuq (baixo);
- Fábio Trevisan (bateria).

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